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Os 4 pecados para quem quer inovar
O desafio de ser criativo e inovador Ao longo de minha carreira como consultor de Gente e Gestão e no segmento de Desenvolvimento Humano aprendi muito e continuo em desenvolvimento. Um desses aprendizados está relacionado à diferença entre criatividade e inovação. Ao estudar sobre os dois temas, descobri quatro pecados sobre criatividade e inovação que todo profissional precisa saber para não cometê-los. Pecado 1 – acreditar que criatividade e inovação são as mesmas coisas Eu passei um bom tempo acreditando que criatividade e inovação eram a mesma coisa, mas não é verdade. Descobri que são conceitos complementares, e isso elevou meu potencial para inovar na minha vida pessoal e no desenho de soluções de aprendizagem para meus clientes corporativos. A criatividade vem antes da inovação! Nós nascemos com o potencial criativo, mas como toda habilidade, ela precisa ser desenvolvida. Como? Ativar a sua curiosidade (sobre si, pessoas e situações) já é um primeiro passo! Não é por acaso que a criatividade está em terceiro lugar na lista de competências que todo profissional vai precisar até 2020 (https://exame.abril.com.br/carreira/10-competencias-que-todo-professional-vai-precisar-ate-2020/). E a tão falada inovação? Nada mais é que executar as ideias que vieram do processo criativo e gerar valor, trazer benefício. Ah, ok! Entendi, mas por que refletirmos juntos nesse artigo sobre esse tema? O Brasil caiu duas posições no ranking dos países com as empresas mais inovadoras. Entre 129 países, o Brasil aparece em 66º lugar, segundo recente pesquisa do Índice Global de Inovação (IGI) organizada e publicada pela Universidade de Cornell, pelo INSEAD e pela OMPI(https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2019/07/os-paises-com-empresas-mais-inovadoras-do-mundo.html). Isso significa que estamos menos competitivos como país e precisamos fazer a nossa parte para virarmos esse jogo e, é claro, garantirmos nosso espaço no novo mundo do trabalho. Pecado 2: acreditar que somente grandes gênios podem trazer soluções inovadoras para o mundo. O primeiro pecado, como mencionei acima, é achar que inovação e criatividade são a mesma coisa. O segundo é acreditar que somente grandes gênios podem trazer soluções inovadoras para o mundo. Recomendo que assista ao filme “O menino que descobriu o vento” e quem sabe se sinta inspirado a deixar essa crença limitante de lado de uma vez por todas. Em sua vida cotidiana ou no trabalho, esses dois conceitos podem estar presentes ao criar novos produtos ou funcionalidades, oferecer serviços inéditos, simplificar formas para fazer o seu trabalho ou de outras pessoas ou simplesmente fazer aquele jantar especial com recursos existentes na geladeira (quem nunca!?). Pecado 3: achar que inovar uma vez é suficiente e pronto! A lista da Forbes mostra as 25 empresas mais inovadoras de 2016, dentre elas : Marriot Internacional (rede de hotéis), Netflix, Amazon, Vertex (indústria farmacêutica); Unilever, Under Armour,Tesla Motors. O foco delas está na experiência do usuário, praticando fortemente a escuta ativa e a empatia. Elas pensam em propor uma solução que ainda não existe para uma dor ou problema latente. Elas sabem que inovar é um processo contínuo e que não basta uma única vez. Essas empresas realizam a inovação com maestria e por isso se diferenciam no mercado. Pecado 4: o medo de fracassar e ser criticado. Eu diria que esse é um dos pecados mais desafiadores, pois desde o início de nossas vidas escolares somos estimulados a tirar a melhor nota, termos a respostas na ponta da língua e por aí vai. Quando chegamos no contexto profissional, não é diferente! Não nos permitimos falhar para não nos tornarmos vulneráveis. Assista esse documentário (https://www.youtube.com/watch?v=gr-WvA7uFDQ), da Brené Brow, e vai entender melhor que correr riscos, não ter respostas, expor e aceitar sua vulnerabilidade é a chave para a inovação).Criar um contexto, abrir espaço na agenda para ouvir e reconhecer ideias é uma bela iniciativa para estimular a cultura de inovação nas empresas. Nem preciso falar que inovação vem das pessoas deixando fluir seu potencial criativo! Você deve estar pensando que essas provocações fazem até sentido, mas não são fáceis de serem aplicadas na prática. Será? Umas das metodologias mais usadas atualmente para desenvolver soluções inovadoras é o Design Thinking. Já ouviu falar? Vamos abordar esse tema em outro artigo. Mas em resumo, uma das etapas do processo é a prototipação, ou seja, propor um teste, um modelo e materializar a ideia para as pessoasantes de validar a versão final preservando a sua imagem (ou da empresa), tempo e recursos financeiros, caso algo saia fora do esperado. Nesse link, você pode se inspirar um pouco com um case do Google Glass (https://www.youtube.com/watch?v=d5_h1VuwD6g). Como desenvolver essas habilidades sem enrolação “A curiosidade sobre a vida, em todos os aspectos, é o segredo das pessoas muito criativas” (Leo Burnet). Por isso, sugiro que você comece a observar com olhar de curiosidade pessoas e situações e até você mesmo, por que não?Deixo aqui algumas dicas que podem lhe inspirar a colocar em prática seu lado criativo e inovador: visite ou se locomova por lugares diferentes (seja da sua cidade ou outras culturas), estimuleo ócio criativo (está cansado? Durma!), limpe sua mente de preocupações, ouça músicas inspiradoras ao malhar ou no momento de ultra foco no trabalho, caminhe,pratique meditação ou simplesmente converse com pessoas sem objetivos específicos ou de outras áreas diferentes da sua. Sem repertório não há inspiração e sem inspiração não há criatividade. Você quer saber como as mentes mais criativas funcionam? Assista ao documentário do Netflix “Como o cérebro cria” e surpreenda-se! Organizar suas ideias usando mapas mentais pode ser uma boa experiência. Costumo usar o MindNode, mas também sugiro o MindMeister ou o Xmind para a criação de mapas mentais para aulas e projetos de treinamento. Você até vem tentado mas rolou aquele bloqueio criativo? Esse vídeo pode te ajudar a entender e vencer esse problema(https://youtu.be/cIOdeGa6ysA). Agora é com você! Inspiração não te falta! Permita-se e mão na massa! Peter Altoé Noronha é Psicólogo, Coach de Lideres, Mestre em Administração e Especialista em Desenvolvimento Humano

Tendências em Capital Humano
Seja protagonista da sua carreira Indústria 4.0, mundo digital, mobilidade e internet das coisas, tendências em capital humano e tantas revoluções já fazem parte do nosso cotidiano. Se não conhecemos a fundo, pelo menos já ouvimos falar. E toda essa revolução digital nos traz inquietude. Como acompanhar tudo isso e ser competitivo no mercado? Não estar conectado a essas vertentes nos dá a sensação de estarmos obsoletos (aos seus olhos/ do seu cliente interno/externo) e de estarmos fora do jogo. Se você não quer experimentar o gosto amargo dessas consequências, vem comigo e descubra quais as tendências que impactarão (ou já estão impactando?!) as decisões das empresas em 2020 e o que você deve atentar para manter-se competitivo. Desenvolver novas habilidades e competências críticas para a organização: a revolução 4.0 e impactos da era digital trazem a necessidade de um novo repertório de comportamentos. Agilidade (para pensar, ajustar e executar planos), criatividade e inovação (processos, produtos/serviços, postura profissional etc) e resiliência (saber lidar com o inesperado e não deixar a peteca cair) são alguns exemplos. Desenvolver competências para o líder do futuro: líderes alinhados às tendências são fundamentais para garantir a execução da estratégia e inspirar pessoas para isso. A habilidade de conexão interpessoal e a capacidade de transformar diversidade em riqueza, por exemplo,serão essenciais na bagagem comportamental desse novo líder. Promover uma experiência de valor para o colaborador: engajar equipes é um desafio maior do que nunca! Além disso, a valorização crescente do equilíbrio entre prazer e trabalho e busca por experiências profissionais que proporcionem aprendizado contínuo fazem toda a diferença para a retenção de profissionais. Se você é líder, profissional de gente/gestão ou alguém que quer agregar valor neste cenário, deve atentar-se para as seguintes iniciativas: ADAPTE-SE: tenha claro quais são as competências críticas que vão suportar/alavancar seus negócios/nicho, desenhe planos de aprendizagem customizadas (preferencialmente de curto prazo) e execute o plano para desenvolver essas competências. EXPERIMENTE: exponha-se a experiências de aprendizado contínuo (virtuais/presenciais) que estimulem a escuta ativa, conexão, presença e “mão na massa”. Hoje podemos desenvolver qualquer hábito com ajuda de aplicativos específicos (7 Weeks, HeadSpace e Minhas Economias são algumas das inúmeras possibilidades). APROXIME-SE: escute seus colaboradores/clientes (de verdade!), seja por meios formais/informais e procure implementar os desejos dos mesmos, visando construir um ambiente de trabalho colaborativo, de aprendizagem contínua e no qual as pessoas possam ter uma experiência agradável. Se o começo é a metade de todas as ações, o que você está esperando? Que seu 2020 e todos os próximos anos sejam extraordinários! Peter Altoé Noronha é Psicólogo, Coach de Lideres, Mestre em Administração e Especialista em Desenvolvimento Humano

Liderança Exponencial
Liderança Exponencial: destaque-se no mundo VUCA Vivemos na era da transformação. Uma época em que nossas vidas e nosso dia a dia são impactados significativamente com muitas novidades e mudanças. Você está preparado para enfrentar os desafios constantesque surgem a todo tempo? Como tem sido sua reação a isso? Um mundo exponencial precisa de líderes exponenciais, que se adequam rapidamente nesse mundo VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo). Líderes Exponenciais são os agentes disruptivos de mudança da Quarta Revolução Industrial. “Exploradores de novas fronteiras, responsáveis por defender uma nova visão para o futuro dos negócios e estabelecer uma cultura organizacional que promove aprendizado, adaptabilidade e rapidez”. Singularity University. O mercado já nos apresenta hoje várias iniciativas inovadoras que são sucesso, como Uber, Airbnb, Netflix, Google e Waze, dentre outras. São empresas que adotaram uma forma diferente e revolucionária de fazer negócio e, como consequência, observaram rápido crescimento em curto período de tempo, se comparadas aos seus pares no mesmo ramo econômico. São inovações que chegaram e nos conquistaram, pois trazem modernidade, praticidade e uma visão futurista. Não inovar no dia a dia e em especial no mundo dos negócios tira você do jogo. Não ser um jogador à altura desse mundo competitivo e complexo fará você perder espaço, não ser necessário, te afastando de sua realização pessoal e profissional. A inovação se faz necessário para manter você no jogo e para o futuro de seu negócio. Concorda comigo? Então continue lendo algumas reflexões sobre como ser um líder exponencial e subir de nível. É um fato que existe uma super valorização da tecnologia em todos os campos e, em alguns contextos, das ciências exatas, contudo nenhuma inovação acontece sem pessoas acessando seu potencial criativo e fazendo acontecer, certo? Se concorda com isso, deve saber também que o líder é peça fundamental em reconhecer esse potencial, ativá-lo e facilitar a transferência de todo potencial humano para soluções que agreguem valor. Neste contexto, o papel do líder é ser ponte para melhorar algo e satisfazer necessidades do negócio (público/clientes) de forma mais eficiente, rápida e com menos custos (essência da inovação e da criação de valor). Vamos então às características chaves para você avaliar o quanto está sendo um líder exponencial: 1- Saber lidar com a instabilidade e a dinâmica acelerada do mundo. 2- Tomar decisões (e dar suporte para a execução delas) com base em dados atuais e não em planejamentos estratégicos obsoletos. 3- Cocriar soluções e estar disponível para o time o tempo todo. 4- Dar espaço e autonomia às equipes de trabalho e valorizar a experimentação e os erros naturais do processo de inovação. 5- Extrair das pessoas propósitos e intenções maiores do que apenas cumprir tarefas entediantes. Inspirar para ação. 6- Com tudo isso, mostra-se o grande criador e influenciador da cultura do negócio, imaginando e despertando a equipe a pensar o não obvio. 7- Olhar o presente com foco também em tendências do futuro, ajustando o hoje em função desse futuro; Tornar-se um líder exponencial é condição de sobrevivência. No mundo digital, mentes lineares (mindset fixo) serão eliminadas. Para inovar e fazer florescer ideias disruptivas, é preciso criar um ambiente que respire diferente(mindset de crescimento). Comece ou intensifique essas habilidades e torne-se cada vez mais necessário nesse mundo VUCA! Peter Altoé Noronha é Psicólogo, Coach de Líderes, Mestre em Administração e Especialista em Desenvolvimento Humano

Táticas imbatíveis para lidar com chefes difíceis
Lidando com chefes difíceis Ansiedade, estresse, raiva, desconforto e aquela sensação de que você não vai dar conta de continuar convivendo com o principal agente de todas essas emoções – o seu chefe! Quem nunca passou por isso? Enfrentar esse tipo de situação provoca muito desgaste emocional e pode colocar em cheque sua vida profissional e pessoal, caso você não tenha habilidades para passar pela situação sem se desgastar. Mas vou te ajudar com algumas táticas que podem lhe ser muito úteis. Os desafios desse contexto são bem claros, mas percebo que ele traz algumas oportunidades, dentre elas a possibilidade de você trabalhar sua inteligência emocional – capacidade de reconhecer emoções suas e dos outros e lidar com elas de maneira adequada. Além disso, poderá desenvolver a capacidade de resiliência, ou seja, ser capaz de envergar-se menos e levantar-se muito mais rapidamente. Adianto que essas duas habilidades têm muito valor no ambiente corporativo e no mundo dos negócios. Quer transformar esse “limão em limonada”? Então, siga as táticas expostas e vá em frente! Chefe genioso/vaidoso Seja parceiro Use uma comunicação na linha “como posso te apoiar ainda mais a alcançar/acelerar os seus resultados”. Lembre-se: o prestígio é algo que ele valoriza. Chefe arrogante Demonstre interesse em aprender com ele Identifique um ponto que você admira nele e sinalize que você gostaria de modelar, ou seja, saber que estratégias você pode adotar para desenvolver aquela competência. Lembre-se: o poder é algo valioso para ele. Chefe controlador Antecipe-se Comunique o status das demandas antes que ele solicite. Faça isso com frequência. Lembre-se: a sensação de estar no comando e ter a visão do todo são aspectos valorizados por este estilo. Chefe cruel Peça ajuda Use os canais formais da empresa para registrar e/ou pedir suporte. Preserve-se. Se já fez isso, considere buscar outros espaços profissionais. Lembre-se: condutas ligadas à estrutura da personalidade são mais difíceis de serem mudadas. Chefe competitivo Adapte-se Considere a possibilidade de ele estar estimulando você a sair da zona de conforto (racionalize e não emotize). Lembre-se: um valor para este estilo é superar-se e correr riscos. Essas são reflexões e táticas que podem contribuir muito no seu dia a dia e em sua conduta profissional. Se você tem um chefe com as características acima, experimente colocar em prática os modelos de comportamento e tenha uma convivência mais saudável no ambiente de trabalho. Transforme esse desafio ou ameaça em uma alavanca para sua carreira. Peter Altoé Noronha é Psicólogo, Coach, Mestre em Administração e Especialista em Desenvolvimento Humano

As 3 verdades que ninguém te contou sobre liderança empreendedora
Há dois anos deixei o mundo corporativo e assumi minha “veia” empreendedora. Um novo mundo, que te conecta a diversas situações. Bom ou ruim, o fato é que percebo nas conversas com clientes e em eventos corporativos e sociais, profissionais com desejo de mudança na carreira. Ao ler e estudar sobre os temas empreendedorismo e carreira, percebo também que a ideia de que empreender (ser dono de seu próprio negócio) ou desenvolver habilidades de um líder empreendedor (aquele que transforma incertezas em possibilidades) é a solução para o momento de insegurança que enfrentamos e, especialmente, o melhor caminho para se viver uma vida que conecte trabalho/renda e prazer. Será? Fica sempre um ponto de dúvida, não é mesmo? Siga comigo e entenda algumas verdades e mitos sobre o líder empreendedor. A partir dessas reflexões, decida se esse é um caminho para você ou ainda se sua empresa está preparada para receber este tipo de líder. Vamos juntos? Uma pesquisa realizada por Timothy Butler (Professor da Harvard Business School) com 1.800 líderes de negócios e 4.000 empreendedores de sucesso mostrou que estes têm três características que os diferenciam: capacidade de prosperar em momentos de incerteza. Desejo intenso de criar e ter projetos próprios. Qualidade de persuasão impar. Aqui já deixo uma pergunta: você que pensa em empreender ou ser líder empreendedor reconhece em si essas características ou, pelo menos, alguma delas? Vamos pensar em alguns mitos e verdades. Enquanto lê se avalie de 0 a 10 no reconhecimento da característica, sendo 0 nada aplicável e 10 muito aplicável. Empreendedores são excepcionalmente criativos? MITO! Empreendedores são curiosos em busca de aventura, aprendizado e oportunidades. Para você, o quanto o incerto é uma fonte de estímulo e não de ansiedade? Empreendedores gostam e vão em busca de situações de risco. MITO! Empreendedores sentem-se mais confortáveis em situações de risco. O quanto a ansiedade gerada pelo risco te impulsiona ou te inibe? Empreendedores são mais ambiciosos do que outros líderes. MITO! Empreendedores são movidos pela necessidade de ter os próprios produtos, projetos e iniciativas. O quanto delegar tarefas é algo fácil pra você? O quanto você se enxerga no meio de um círculo em vez no topo de uma pirâmide? Diante desses pontos, o fato é que empreender ou ser um líder empreendedor não é para todos e nem para todas as organizações. Faço aqui uma provocação: se sua empresa demanda alguém que transforme ideias inovadoras em empreendimentos autônomos talvez seja a hora de contratar um líder empreendedor. Caso contrário não avance e invista primeiro numa cultura que permita exercitar o empreendedor que tem dentro de você! Peter Altoé Noronha é Psicólogo, Coach, Mestre em Administração e Especialista em Carreira e Capital Humano

Quando reconhecer que ter autocompaixão vai te trazer autorrealização
É preciso ter autocompaixão Por ser psicólogo de formação e amante desde adolescente dos mistérios da mente humana, sempre me permiti mergulhar em processos de autoconhecimento. Contudo, nos últimos dois anos mergulhei intensamente nesse processo. O motivo? Estava cansado – assim como você que está lendo este artigo também pode estar – daquela minha antiga versão. Ou, em outras palavras, sentia que podia fazer novas escolhas, usar efetivamente meus talentos e ser uma pessoa diferente, não melhor, mas simplesmente diferente. Em busca da minha melhor versão e ao exercer mais autocompaixão, segui algumas etapas: primeiro RECONHECI que algo não estava ok, que havia um desconforto; segundo, eu me PERMITI olhar para este sentimento e entender qual necessidade estava por trás – nesta etapa descobri que precisava ouvir mais minha intuição e menos o que os outros diziam; terceiro DECIDI que precisava fazer algo a respeito desse novo eu que queria ser e, por último, eu AGI, ou seja, comecei a colocar em prática aquelas decisões – uma delas foi a de pedir minha saída de uma sociedade que estava envolvido há quase cinco anos e estudar sobre empreendedorismo. Reconhecer, permitir-se, decidir e agir são as etapas que me levaram a experimentar a autocompaixão – esse sentimento de cuidar de si e colocar-se em primeiro lugar/priorizar-se. Algo extremamente difícil às vezes, não é mesmo? Porém, necessário às vezes, para que possamos subir de nível. O processo de autodescoberta não terminou, mas hoje sou muito mais pleno que antes. E se você também busca equilíbrio entre resultados e significado, continue comigo. Com base na minha história de vida, compartilho aqui alguns pontos que podem fazer você se dar conta que é hora de exercitar a autocompaixão: VOCÊ ESTÁ VIVENDO MAIS AS HISTÓRIAS DOS OUTROS QUE AS PRÓPRIAS? Muitas vezes estamos vivendo uma realidade que é fruto de histórias que eu ouvi de pais, amigos, gestores, companheiros ou até de si mesmo – mas daquele seu lado sabotador. Comece a escutar sua voz interior (intuição) e experimente autocompaixão. VOCÊ ESTÁ ATENDENDO AS NECESSIDADES DOS OUTROS E NÃO AS SUAS? Ás vezes você pode sentir-se frustrado com o trabalho que realiza por não ouvir a sua necessidade de ter prazer enquanto trabalha, por exemplo, e não somente ganhar dinheiro pra pagar contas, mas também aprender ou deixar um legado. Reconhecer nossas reais necessidades é exercer autocompaixão. VOCÊ TEM SE SENTIDO RECORRENTEMENTE FRUSTRADO, MESMO SEM MOTIVOS APARENTES? Sentimos frustração quando alguma necessidade ou expectativa não foi atendida, seja na relação consigo ou com os outros. Este sentimento é simplesmente um sinal do seu sistema mente-corpo que precisa ampliar ou rever suas perspectivas em relação às escolhas que você vem fazendo. Será que vem subestimando seu potencial ou criando expectativas que pelas suas atuais competências não pode entregar? Escutar suas emoções desagradáveis como a frustração e ficar curioso sobre que informação ela quer te passar é exercer autocompaixão. VOCÊ TEM SE CRITICADO COM CERTA FREQUÊNCIA.? Já aconteceu de você ficar furioso consigo por ter feito ou causado algo que você não queria? Falamos coisas como “você de novo deixando sua conta bancária no vermelho! Que vergonha!” ou “você é um derrotado mesmo. Não conseguiu de novo manter o combinado de frequentar a academia!”. Pegar leve com você, aprender algo com a falha e considerar que uma parte de você é falível é exercer compaixão. Poderia listar outros pontos, mas creio serem esses os maiores sinais de que você não está sendo tão legal consigo mesmo. Se você chegou até aqui, deve ter concordado ou quem sabe se identificado com essas reflexões. Se sim, o meu convite é que simplesmente comece a fazer diferente. Afinal, medo tem medo de ação! Esse pode ser o primeiro passo para começar a viver uma vida mais autêntica e autorrealizada, ou seja, que te traga resultados sim, mas que venha com diversão, leveza e significado. Ah, e lembre-se: vai ficar pior antes de ficar melhor! Compartilhe aqui c como este artigo contribuiu pra você! Peter Altoé Noronha é Psicólogo, Coach, Mestre em Administração e Especialista em Desenvolvimento Humano